Investimentos para expansão de fontes fotovoltaicas e eólicas no Brasil devem chegar a R$ 329 bilhões até 2030

Até 2030 R$ 329 bilhões serão aplicados em investimentos para expansão de fontes fotovoltaicas e eólicas e aumento da autonomia na energia elétrica nacional. Do total de recursos, R$ 5 bilhões estão previstos para 2021.

A expectativa é que, até dezembro deste ano, entre em operação mais de 4.800 MW de expansão da geração centralizada, sendo 2.600 MW de fontes fotovoltaicas ou eólicas.

O anúncio sobre os novos Investimentos foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante evento on-line organizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no dia 12 de março. O encontro reuniu 350 convidados, entre líderes e profissionais do setor.

Na abertura do evento, o ministro informou que as perspectivas para o setor seguem positivas. “Até o ano de 2030, devem ser investidos no setor elétrico e em fontes fotovoltaicas e eólicas, considerando geração e transmissão, R$ 329 bilhões. Para este ano, estimamos investimentos na ordem de R$ 5 bilhões em geração de energia.”, declarou.

Sobre a previsão de ampliação no mercado de fontes fotovoltaicas e eólicas feita para este ano, Albuquerque explicou que o montante será distribuído em 145 empreendimentos, localizados em 20 estados, e são aguardadas 9 mil quilômetros de linhas de transmissão.

As declarações sobre os novos Investimentos em fontes eólicas e fotovoltaicas do ministro trouxeram mais tranquilidade ao setor, que também vem sofrendo com os impactos da crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19. Além da queda de consumo de energia por parte dos setores produtivos, houve aumento da inadimplência.

Preocupada com a situação, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em junho do ano passado, um empréstimo bancário no valor de R$ 16,1 bilhões para cobrir a lacuna das companhias de energia elétrica.

Na justificativa, o órgão regulador afirmou que a medida também beneficiaria os consumidores, já que permitiria postergar a cobrança de “custos extras” nas contas de luz. Um destes custos adicionais seria o encarecimento da energia produzida pelas usinas mediante a alta do dólar.

Ainda de acordo com a Aneel, o pagamento do empréstimo será realizado por meio da cobrança de encargo na conta de luz, a partir de junho.

A diversificação da matriz energética brasileira é apontada como solução para a crise observada no setor de energia elétrica. A alternativa é explicada em um artigo escrito pela líder de pesquisa da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Cesrtis), Jéssica Ceolin de Bona.

O Brasil tem registrado crescimento no uso de energias renováveis (fontes fotovoltaicas, eólicas e solar) nos últimos anos. A eólica alcançou a segunda posição na matriz, atrás apenas das hidrelétricas, conforme dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Em seguida aparecem biomassa em terceiro lugar; pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) em quarto; e a energia solar fotovoltaica na quinta posição.

Na análise da pesquisadora, este é o caminho a ser seguido e este é um ótimo mercado apara realizar Investimentos. “Todos os esforços realizados nos últimos anos acabam levando o mercado brasileiro para uma transição em energia renovável, substituindo assim os modelos anteriores de combustíveis fosseis e adotando um novo sistema de energia para o país”, destacou a especialista Jéssica Bona.

Fonte: Click Petroleo e Gas

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